Com artistas como Buddha, Hélio Batalha, Vox Sambou e Denise, o UrbanStage, se destacou pela presença juvenil, com um feedback que ainda não tinha sido experimentado. A expectativa também era elevada para o Showcase do Jay Moreira. Do Pedonal extremo à praça Alexandre Albuquerque, com escala aleatória no Luís de Camões, o terceiro dia do AME conheceu um movimento ainda mais rijo.
Nos Day Cases, eram esperados no palácio da Cultura Tiganá Santana, referenciado como o primeiro compositor brasileiro a trabalhar com idiomas africanos em suas canções e Danae Estrela (CV).
Ainda no mesmo espaço, proferia numa conferência, um dos rappers em manchete no Brasil, que homenageara Cabo Verde numa das suas músicas- EMICIDA.
Por volta das 17:30, Buddha baptizava a UrbanStage, mostrando uma vez mais do que é feito o seu trabalho de regresso. Concluído, os Tabanka Reza aqueciam as colunas da pedonal num vibrado particular, trazido de Santa Cruz de Santiago.
A Dupla Kra-Z e PrincessEud não pouparam energia para trazer Haiti ao Plateau, nos melhores do álbum “Joupam”.
Dizem alguns que a sua voz lembra a Tracy Chapman, a representar Senegal cantava Marema Fall, que esteve entre os 10 finalistas do PrixDécouvertes RFI -2014.De Madagáscar, Denise abalava o público com batidas muito próximos do que se ouve por aqui na ala urbana, para depois ceder o palco ao DJ Labelle, que misturava ritmos indianos, africanos e tradicionais de Reunion (França) num vibrar electrónico.
No seu Show Case Faiq Ali & Amarg Experience de Marrocos, celebravamo característico timbre de voz e instrumentos,a autêntica fusão reggae e funk com melodias tradicionais berberes.“O ki fomi txiga”, chama o público para o UrbanStage, onde Hélio Batalha com rimas afiadas em mensagens directas, punha a noite num agito, posteriormente incrementadopelo Gren-Seme (Reunion), que ainda cantando em francês não deixou os presentes na mão.
Pela actuação com músicas em que as letras transitam entre idiomas e estilos mistos,Vox Sambou fazia valer a sua máxima de que a músicaé uma forma de aproximarculturas. Aquilo que Jay chama de “Linguagem Universal”. Desta veza faixa não tocou, mas o Moreira apresentou omelhor do seu último projecto assegurando que hoje, íamos relembrar o “sabi “ de ontem.A noite prometia mais uma das casas da capital, com o DJ Daniel Haaksman (Alemanha) e DJ Cadillac Jack (CV-EUA).
LG