
E assim Abril encerra mais um ciclo de distinção musical. Feitas as contas, 19 prémios, para 13 vencedores, num total de 34 concorrentes. O Noite que em nua verdade reservou poucas surpresas.
Conforme praxe os primeiros começaram a chegar depois das 20:30, com a sala significativamente cheia, Paulino Vieira, se fez sentir em palco, com o tema “Nkria ser Poeta”, mornamente interpretado pelo Hilário Silva, acompanhado por duas bailarinas envolvidas numa capa cintilante, que mais não conotavam do que asas.
Concluída a apresentação coreográfica dos Djam, merecedores aliás, do segundo aplauso, a banda tocava a vinheta, que anunciava a chamada oficial dos nomeados.
Antes disso, na edição que homenageia os poetas das ilhas, solicitou-se a plateia um minuto de silêncio em memória das vítimas, do Monte Tchota. Tributo que por algum lapso não alcançou os 60 segundos.
Concluída a apresentação coreográfica dos Djam, merecedores aliás, do segundo aplauso, a banda tocava a vinheta, que anunciava a chamada oficial dos nomeados.
Antes disso, na edição que homenageia os poetas das ilhas, solicitou-se a plateia um minuto de silêncio em memória das vítimas, do Monte Tchota. Tributo que por algum lapso não alcançou os 60 segundos.
Anunciada as primeiras categorias e os respectivos nomeados, Hernâni Almeida arrebatava o primeiro prémio da noite- Melhor Produtor Musical.
De fino fato marrom, estampado África as costas, Thairo foi distinguido com Melhor Musica Urbana, também concorrido por Cee Jay Cena, que é o New Talents-IPMA 2016.
Não tardou Hélio Batalha, menino de “Zona Ponta” mostrava que “Oki Fomi Txiga” não tem para ninguém- Melhor Hip Hop\RB.
“De três kê bes”-dizia Indira Araújo, por finalmente arrecadar o troféu de Melhor Animadora De Comunicação Social.
Grandes foram as expectativas do Dj Chefe, Paulão e Jano, todos concorrentes de primeira volta. Entretanto, foi este último a festejar o título de Melhor DJ.
Já “Sentru di Injuria” como Melhor vídeo Clip, conferia ao Thairo o seu terceiro prémio, pois para ele a nomeação por si só é uma memorável conquista.
Composição Inédita, a música Joana chamava ao palco Elida Almeida, que neste momento está numa digressão pela Africa.
Composição Inédita, a música Joana chamava ao palco Elida Almeida, que neste momento está numa digressão pela Africa.
Que Miri Lobo é cantor maduro, não si via só pelo alvo do cabelo, mas também no tom e a vontade da voz, ao atear fogo na “Caldeira Preta”.
Onde há “Mudjer Tabadjadera” houve premio de Melhor Funaná. Mais tarde na noite, os Ferro Gaita, de reputação conhecida, exibiram mais da performance que lhes renderam Melhor Atuação em Palco.
“ku xintidu Na Bo”, certamente no troféu, Lippe Monteiro festejou a Melhor Música Eletrónica.
Apenas voz feminina na disputa por Melhor Coladeira. O “X da Questão” é que Lura foi a eleita da categoria, enquanto “Sofia”, made in Santo Antão por Cordas do Sol, deixava “Maria di lida” (Lura) e “Seca” (Sandra horta) de lado, para sagrar-se Melhor Musica tradicional.
Revelação, o poeta de rua Hélio Batalha diz que mais do que um prémio, trata-se de um estímulo para o HipHop enquanto instrumento de emancipação.
Pedido nas rádios, dançado e repetido em festas, o melhor Kizomba não deu pernas ao suspense- Badoxa, com o tema “Ta Me Esperare”.
O melhor vestido da noite foi com largas margens o da Dina Medina, entretanto foi a morna “Sima Kretxeu” de Maria Ramos que fez ecoar aplausos-como o melhor do género.
O responsável do Espaço Aberto de Fazendo endereçava as suas palavras de gratidão pela parceira beneficente, para depois ceder o palco para uma actuação. Se se for falar em surpresas, os créditos são todos do Hilário Brito e da Sadia Youssouf no piano.
Os Melhores Interpretes foram para Lura e Tó Semedo.
Mais para o final, o quarteto composto pelo Chico Serra, Miri Lobo, Olavo Bilac e Tony Pires, protagonizaram uma actuação singular.
Encerradas as votações, Tó Semedo foi literalmente surpreendido com mais uma estatueta. “Porque te Amo ”-Musica Popular do Ano, a marcar suas duas décadas de dedicação. A Plateia foi quase unânime em gritos e aplausos.
Encerradas as votações, Tó Semedo foi literalmente surpreendido com mais uma estatueta. “Porque te Amo ”-Musica Popular do Ano, a marcar suas duas décadas de dedicação. A Plateia foi quase unânime em gritos e aplausos.
Elida Almeida, ainda levou o prémio Sapo Awords 2016.
Assim foram os momentos de destaque da 6º Edição dos CVMA.